POESIA DA INDEPENDÊNCIA
1822-2014
192 anos do Grito do Ipiranga
Já se vão quase dois séculos
Desde que o Grito se deu
As margens do Ipiranga
Brasil ali floresceu
A Corte Real portuguesa
Retornara a Portugal
Deixando aqui o Príncipe
Por puro amor Filial.
Dom Pedro príncipe real
Esta Província regia
Recebeu de Portugal
Carta do pai que dizia
Retorne imediatamente
Para esta Primazia
Deixe a Colônia Brasil
É apenas Oligarquia.
O povo se revoltou
Do perigo se deu conta
Deixar o Príncipe o Brasil
Desprezo de grande monta,
A condição de Colônia
Retrocesso para a Ponta
O que pedia Dom João
Para nós era uma Afronta!
Dom Pedro convocou a base
Disse claro: Povo amigo!
O que pede o Rei meu pai
Pouco me importa não Ligo!
Não retorno a Portugal
Nesse caso eu me desligo!
“Para o bem do Brasil
Diga ao povo que Fico!”
Janeiro de (18)22
O ano mal se inicia
Foi importante “O Fico”
Motivo de Alegria
Não perdendo por esperar
O mais marcante viria
Setembro daquele ano
A data de mais Valia
A Província de Santos
O príncipe foi visitar
Naquele mês de setembro
Que jamais esquecerá
Imperatriz Leopoldina
Em Santos tinha a Marquesa
Queriam ver o seu Príncipe
Na Corte ser Realeza
Ao retornar da viagem
A Comitiva de frente
Veio a ela um Mensageiro
Na estrada de São Vicente
Que trazia
Para o Príncipe Regente
Retorne a Portugal
Obedeça ao Rei Urgente!
Bela tarde de primavera
Pedro Américo retratou
Aquela cena do Grito
Em que príncipe declarou
“Laços fora soldados
De Portugal não mais servil
De agora em diante. Está livre
Está
Livre o Brasil!”
“Independência ou Morte!”
É minha a Declaração
A partir deste momento
Está Livre esta Nação
Essa Pátria que eu amo
De povo bom Altaneiro
Viva o Sete de Setembro
Viva o povo brasileiro!
*Esta poesia de
autoria de Fabio Campos. Foi especialmente composta e recitada como parte
integrante do Pronunciamento do Escritor e Poeta, quando da Abertura Oficial do
DESFILE DE 07 DE SETEMBRO (Domingo) em Santana do Ipanema, no ano de 2014.
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