SAMURAI E GUEIXA E Mais Pensamentos e Vídeos pessoais


SAMURAI


Imagem de um dos sites de "desenhos de samurais" do Pintirest.com.br Tida como de domínio público.

SAMURAI                   POESIA


UM PALHAÇO SEM GRAÇA

NA RUA NÃO SAI

SAMURAI

DUAS MÃOS FORTES

SEGURAM UMA ESPADA

DE NOME ESTRANGEIRO

QUE GIRA NO AR, PONTEIO

CORTE CERTEIRO

CAMINHA COMO UMA MARCHA

DIFERENTE DA GUEIXA QUE DANÇA

TRÊS COISA TEM GRAÇA NO ORIENTE:

A GRAÇA, A GUEIXA E O ORIENTE

O PAGODE FORMA OS QUATRO

QUANTOS CANTOS DA TERRA

DO SOL NASCENTE

CINCO, SE ANDARES ENCONTRARÁ

CERTAMENTE, O PAGODE

SIGNIFICARÁ O QUE O HOMEM

IRÁ PRECISAR NA VIDA:

FOGO, TERRA, ÁGUA, CÉU E AR.

FABIO CAMPOS, 05 DE JANEIRO DE 1979.


GUEIXA

Foto do site imagens de gueixas do Google chorme by Pintrest. Tida como de domínio público.


A GUEIXA           POESIA


ELA IRRADIA UMA LUZ

INVISÍVEL

MAS QUEM A INTERPRETA

ELA CONDUZ

TODA SUA MEIGUICE

E PUJANÇA

TRAÇOS MACIOS DE MENINA

MOÇA, CRIANÇA

ENTREGA COMO QUEM RECEBE

E SORRI COMO A ROSA

AO POLÉN

Ó GUEIXA!

TUDO ÉS

UM NOVO ESTADO DE ESPÍRITO.

FABIO CAMPOS, 04 DE JANEIRO DE 1979.




PENSAMENTOS 

O vício é um cativeiro, que só o prisioneiro é quem possui a chave da liberdade.

A fama é uma luz, que quanto mais ilumina, se vê menos

O único erro da humanidade, conscientemente, é o erro.

Um sábio pensa ótimo, dois sábios, se entendem, pensa bem; três sábios pensam tão bem! Porém se descordam.

Se pensarmos só em deixar bens materiais nesse mundo, os sólidos só servirão para tornar a lápide do nosso túmulo mais fria.

Fabio Campos, 03 de janeiro de 1979.

POR DO SOL NESTE SÁBADO, VISTO DA PRAÇA ROTARY CLUB, 
EM SANTANA DO IPANEMA-ALAGOAS




EU E MEU NETO DOMINIC, NO FINAL DE TARDE DESTE SÁBADO, NA PRAÇA ROTARY CLUB COM FRENTE AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE.






MAKING OFF



 NA PRÓXIMA POSTAGEM , TENTAREI FAZER O PASSINHO DO ORLANDINHO! QUE FEZ VIRALIZAR A MÚSICA "O CARPINTEIRO" NA INTERPRETAÇÃO DE ELIAS MOKBEL.



POR

HOJE

É SÓ

THE END           FIN      FINE                   FINALE                               EL FINAL 

A LUA POESIAS, MÚSICAS, FOTOS




FOTO DA LUA, NA NOITE DE 26 DE MAIO DE 2021. DA SACADA DE MINHA CASA, PRÓXIMO DE 21 HORAS.

METAMORFOSE   POESIA

CHEGOU A NOITE
DE LUA MAGRA A CLAREAR
DE ESTRELAS FRIAS
A LUA
DE LUAR LEVE
LUAR LEVADO
LEVE VELAR
LEVE VALORES A PERNOITAR
A BRISA
QUE CHOCA AS ÁRVORES
AS FOLHAS DAS ÁRVORES
CHOCA O CHOCAR
METAMORFISA O CRUEL
O CRUCIAL
O QUE NÃO FOI
NÃO VEM
NÃO VAI CHEGAR

FABIO CAMPOS, 22  DE JANEIRO DE 1979.

HOJE A NOITE  LÁ NO CÉU, TINHA UMA LUA ENORME, QUE DEU-ME INSPIRAÇÃO PARA RELEMBRAR, NAS REDES SOCIAIS, 
TAMBÉM AQUI NO BLOG, 
DE ALGUMAS  MÚSICAS, COMPOSIÇÕES DE OUTROS ARTISTAS QUE FALAM DA LUA...
 TEVE AS QUE, LEMBREI ENQUANTO DIGITAVA MESMO...

"A LUA vem surgindo cor de prata/ no alto da montanha verdejante
Carlos Galhardo canta Freire Júnior"

"LUA, ó lua cor de prata/ me diga por favor/ a onde anda aquela ingrata/ Lua me diga por favor/ se ela anda sozinha ou se tem um novo amor?
Borba di Paula"

"...e a LUA malandrinha pela brechinha da telha/ fotografando meu cenário de amor. 
Flávio José

Lá vem a LUA saindo por detrás da bananeira/ Não é lua não é nada/ era eu com caganeira.
domínio público

A deusa da minha rua/tem os  olhos onde a LUA costuma se embriagar/nos seus olhos eu suponho...Newton Teixeira

Eles todos estão errado/ a LUA é dos namorados.
Marchinha de Carnaval

Um dia noite de LUA, abri a porta e fui cagar na rua/ a merda endureceu/ passou um carro e furou o pneu.
Paródia em cima de uma música de parada militar.[década de 60]




METAMORFOSE     FOTO DA POESIA ORIGINAL NO CADERNO DATADA DE 22/01/1979



EU E MEU NETO DOMINIC, DE 1 ANO E MEIO




FOTOS DA RUA, NA MESMA NOITE DA LUA...




EU, E NOSSA SENHORA SANTANA, PROTEGENDO-ME! 
FOTO NA ESCOLA SENHORA SANTANA, HOJE.

"PROTEGEI-NOS AVÓ DE BONDADE!" Assim diz o Hino de Nossa Padroeira.
VOVÔ AMA...

MAKING OFF...

O Carpinteiro original com o cantor Ronnei Von[versão original de 1967
Youtube.com.br



Eu, num Karaokê com o acompanhamento original da música "O Carpinteiro"



Vamos gravar também com o arranjo que o cantor Elias Mokbel fez pra música 'O Carpinteiro."

POR HOJE...

É SÓ!

THE END.



O CARPINTEIRO

NO MEU CONTO DE FADAS
UM CARPINTEIRO
SOZINHO SEM NADA
TAMBÉM SEM DINHEIRO

AMAVA A PRINCESA
MAIS LINDA DA TERRA
MAS TINHA CERTEZA
QUE NADA ERA PRA ELA
SE EU FOSSE UM CARPINTEIRO
E VOCÊ PRINCESA
EU SEM DINHEIRO 
VOCÊ COM A NOBREZA

MAS UM DIA ELA PASSOU
SEM NADA SABER
QUANDO VIU LOGO AMOU
COM ELE FOI VIVER

DIGA MEU BENZINHO
SE VOCÊ ME AMARIA
E COM TODO CARINHO
COMIGO CASARIA.

 COMPOSIÇÃO: TIM HARDER [1967]INTERPRETAÇÃO: RONNIE VON [1967]



 EITA! TÁ DANADO...

A INQUISIÇÃO Conto o último da Série PAN-PASC 2021.


 

O porco, lentamente voando, passando entre nuvens, escuras, ameaçadoras de chuvas. A pele rosácea, viscosa, brilhando um brilho mórbido, diáfano. Feito enorme dirigível. Os olhos fechados, como em transe, em profunda hipnose. Nuvens tenebrosas, como num sonho, um pesadelo que para a maioria, não significava coisíssima nenhuma. Não, não podia abrir os olhos. Tinha medo que a visão do suíno voador pudesse realmente estar lá, no alto. Sobrevoando as cabeças. Pior, era que ele conseguia ver sua consciência. Facilmente entrava dentro dela. Conhecia todas as suas manhas, seus segredos, suas vontades mais secretas, suas malditas memórias, os pensamentos de morte. Podia ver, bastaria que lembrasse. E era o que mais acontecia. Rememorava, na pandemia tinha tempo pra isso. Revia todos os seus pecados. A pandemia e suas malditas finalidades. “Mente vazia, oficina de Leviatã.” Significaria o ponto de partida, para alguns. O ponto final para outros. Tivesse ou não preparado. Achasse ou não que não merecia partir, ou que devia ficar. A maldita lepra, e sua estúpida segregação. Não apenas dava, mas também solapava, solavancava, apossava-se dos nervos.  A capacidade de sonhar, era uma delas. A última coisa que já mais imaginou que um dia pudesse acontecer-lhe. Confessar-se com, e a um porco. O abafado do dia, fazia-o suar às bicas. Empapava a camisa, colada a sua adiposidade cutânea, peluda. Contaria tudo, tim-tim por tim-tim. E a ninguém mais além dele próprio, ia doer.

Filho, você roubou? Sim havia roubado. Vilipendiou? Havia vilipendiado. Luxuriou? Havia luxuriado. Fora omisso, preguiçoso, orgulhoso, mentira algumas vezes [pediria pra trocar a palavra mentira por: faltou com a verdade]. Fora soberbo, vaidoso, seboso, orgulhoso. Pior, tudo fizera na frente de outros humanos. Nada disso era imperdoável. Precisaria recompensar pessoas com dez, cem, mil vezes o que havia subtraído deles. O tempo era propício, porém não ajudava. Mostrou-lhe lá no livro de sua consciência que levantara falso testemunho. Não lembrava em que ocasião teria isso ocorrido. Bem, o que fizera estava feito. O cachorro que se coçava das pulgas na sarjeta, sorriu-lhe, enquanto mordia-se. Ruborizou-se de vergonha, não ousou encarar o pobre diabo.

O palhaço assassino, a menina diabólica, a boneca psicótica. Àquela demoníaca tríade, seria o corpo de jurados? Não lembrava nunca de ter convidado àqueles personagens macabros, para a festinha de final de semana em sua casa. No entanto estavam lá. O inferninho começava no sábado à tarde. Regado a uísque, cerveja, cigarro do capeta, pó de mico. Rock de estourar os tímpanos, curtido até alta madrugada, do domingo. O sol das manhãs de domingo. O mais vagabundo de todos dentre os sóis do mundo. Convidava a todos a ficarem nus, a despirem-se das roupas, dos pudores, das vergonhas, dos preconceitos, dos dramas, que os arrastavam por suas vermiculares e fugidias vidas. Por semanas, meses, anos, décadas, furtivamente, a se esconderem no ventre das segundas-feiras, junto as pernas encolhidas. Tão encolhidas que os joelhos quase tocavam a testa. Precisaria de muitas doses de vodka pura. Até que sentisse a língua dormente, as narinas dilatadas, os olhos expulsando lágrimas, nunca desejadas. Engasgo com gosto de pó, e som. Apagava.

No país dos pirulitos a vida, era bem diferente. No país do algodão doce a vida era outra. O fim do mundo, ali, jamais significou o fim de tudo. Pelo contrário, já tudo encenado, preparado cada profissional no seu canto posicionado, pronto para agir: fotógrafos, cinegrafistas, iluministas, iluminadores, cantores, tenores, sopranos, bailarinos. Todos esperando o momento exato de atuarem. Pode ter certeza eles agiriam. Ninguém contava com o “Grand Finale” nunca, jamais aguardado. Embora, no subconsciente todos sabiam: um dia ele viria. Era um mistério pandemicamente, fantástico.

O mistério começava com a falta de cor. O coquetel, a taça de cristal, sobre a mesa de vidro preparado para matar, pacientemente esperavam sua vítima. O cálice transbordante de amor, de ódio, esperando para ser tragado. Uma imensa cobra, aparentemente inofensiva descendo sobre o braço da moça, de pele alva, passando sobre seus seios. Lânguida aceitando o carinho, do roliço ser, deslizando, em direção ao seu sexo, volúpia, frenesi. A piscina, a água fluída, lâmina cortante, cor de sangue framboesa, tingindo de vermelho o blue do azulejo balançante. Feito gelatina. Nunca abusavam disso.

A praça, o mago, o mágico, o farsante, o encantador de serpente, o menino triste, o espaço que dava medo, a estrada que nunca acabava, a palavra que sangrava, o perdão, o sim e o não, a poesia com resquício de verdades, cegas. Um imenso saco de plástico, inflado, preso ao lustre de cristal, pendia do teto branco. Era parte de uma brincadeira estúpida: lá deviam colocar todas as preocupações: dívidas, dúvidas, incertezas. A cada festa, para ser estourado no final. Tatuado de adesivos de diversas cores e ideologias. De um buraco branco emanava pensamentos desocupados de preocupações. Explodiam xingamentos de um buraco no balão. Ouvia-se gritos horripilantes, de criaturas horríveis em aparência e em espírito, ameaçavam destruir um terço do povo do mundo, ódio ao que fosse certinho demais, adorar um ente chamado Divoc.  E riam dele.

As aflições, os gritos endoidecidos partiam de todos os lados. As luzes faiscantes e silenciosas das ambulâncias se indo, levando mais um que talvez não voltasse. Teve saudade de um tempo que era inocente. Ainda criança, escondido de todos, provou um pouco de cerveja, numa festas de aniversário. Correu ao vaso sanitário pra cuspir fora. Foi ficando jovem, se acostumando, acostumando. E tudo virou uma salada de frutas, que nunca teve frutas. Secas de vida, de gosto duvidoso. Era tudo um cilada, enganação.Tudo uma grande mentira, insípida, e, deliciosa mentira. Não existia salvação onde prevalecesse a mentira, quase que sabia disso. Só que não teve ninguém que ensinasse como sair dela.

O corpo da terra, lentamente sendo cultivado. A chuva favorecia. Os corpos sem alma, um a um, desciam para o abismo. As nuvens, as flamulas, as bandeirolas, balões infláveis, as festas, nunca mais seriam a mesma, jamais, do mesmo jeito. Os sorrisos que partiram, deixaram saudade. Viraram números. Não tinha como evitar, irremediavelmente esquecidos. Para onde iam, ninguém sabia.

Fabio Campos, 22 de Maio de 2021.

POESIAS,FOTOS, PENSAMENTOS...MEU E DE AIKA


DESENHO DE MINHA AUTORIA DATADO DE 20 DE DEZEMBRO DE 1978




NA FRENTE DA ESCOLA SENHORA SANTANA CHEGANDO PARA CUMPRIR HORÁRIO HÍBRIDO COMO PROFESSOR

POESIA "A LUZ" 


DESENHOS DE AIKA, DE MAIO DE 2021.










MAKING OFF...

RECITAÇÃO DE POESIA "A LUZ"





THE END 

LE FINALE

EL FINALE

O FIM...